Óleo de abacate pode combater o envelhecimento

SAÚDE ATRAENTE - O óleo de abacate pode ajudar a evitar o envelhecimento. É o que afirma a primeira pesquisa sobre o efeito protetor da substância contra os radicais livres, feita em leveduras. O estudo foi apresentado durante o Encontro Anual da Sociedade Americana para Bioquímica e Biologia Molecular, que aconteceu neste fim de semana em San Diego, na Califórnia.

São átomos (ou grupos de átomos) formados quando o oxigênio interage com algumas moléculas em especial. Elas podem criar uma reação em cadeia e causar danos às células, levando-as à morte ou atrapalhando seu funcionamento correto. Os danos podem provocar envelhecimento, câncer e outras doenças.

De acordo com os pesquisadores, a opção por estudar os efeitos em leveduras (fungos geralmente unicelulares, como o bolor do pão) se deve ao fato de que o micro-organismo é mais fácil de ser estudado devido a sua simplicidade. Em 2009 e 2011, o grupo de Christian Cortés-Rojo, da Universidade Michoacana de San Nicolás, no México, já havia descoberto que as mitocôndrias das leveduras são muito resistentes aos radicais livres. Isso porque há um tipo de gordura que a recobre, responsável em proteger a célula contra a oxidação.

Esse mesmo tipo de gordura pode ser encontrado também no óleo de abacate. Além disso, o abacate contém alguns pigmentos que são eficientes em inibir a oxidação, processo que leva ao envelhecimento das células. “Por esses motivos, decidimos testar essas propriedades do abacate. Queríamos saber se elas conseguiriam aumentar ainda mais a resistência da levedura à oxidação”, diz Cortés-Rojo.

Descobriu-se, então, que o óleo de abacate permitiu que as células de levedura sobrevivessem à exposição de altas concentrações de ferro, que produz uma grande quantidade de radicais livres. “Até mesmo em níveis mais altos do que aqueles encontrados em algumas doenças humanas”, diz Cortés-Rojo. “Os resultados podem ser atribuídos ao fato de que o óleo de abacate causou uma respiração acelerada na mitocôndria. Isso indica que o uso de nutrientes para produzir energia para funções celulares continua eficaz mesmo em células atacadas pelos radicais livres”, diz Cortés-Rojo.

Segundo o cientista, estudos anteriores já haviam firmado uma boa reputação do abacate em relação à manutenção da saúde. Como a pesquisa de Mario Alvizouri-Muñoz, que demonstrou que o abacate reduz a concentração de colesterol e de certas gorduras que são aumentadas em pacientes diabéticos. “Agora, precisamos confirmar se o que foi visto em leveduras pode ser reproduzido em organismos maiores, como o homem”, diz Cortés-Rojo.

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